O crescimento na América Latina e o Brasil como protagonista da transformação

A América Latina é vista por muitos clientes internacionais e escritórios estrangeiros como uma região unificada, sendo possível para o Mattos Filho no Brasil, pelas dimensões, impactos e importância econômica do país, exercer um papel de liderança e coordenação cross-border. O foco é que sejamos um centro de negócios, informações e serviços na região latino-americana. Quanto mais nos posicionamos dessa maneira, mais conseguimos atender de forma abrangente e gerar negócios e oportunidades para nossos clientes, práticas e parceiros.

Para isso, é fundamental o trabalho que desenvolvemos, de termos profissionais que possuam relacionamentos estreitos e que conheçam esses diferentes mercados e culturas da América Latina, com a capacidade de traduzi-los para nossos clientes.

Já nos dedicamos à região há mais de 10 anos. No início, as principais oportunidades de investimento eram em infraestrutura e varejo. Com o tempo, os setores investidos se diversificaram, e agora a tecnologia é um item importante, em conjunto com as áreas de saúde e financeiro.

Do ponto de vista do escritório de advocacia, nesses últimos anos houve uma grande união em torno de temas anticorrupção, que aperfeiçoou a governança das companhias, melhorando a segurança de investimento local. A Lei Anticorrupção brasileira foi a primeira a ser implementada na América Latina, assim como a Lei Geral de Proteção de Dados.

Os países vizinhos seguem o Brasil do ponto de vista regulatório, e existe uma tendência regional de melhoria do ambiente de negócios e segurança jurídica. Esses e outros fatores tornam o nosso mercado impossível de ser ignorado pelos investidores internacionais.

Com relação a outras nações da região, ainda que haja um arranjo social, econômico e político semelhante, existe uma diferença de idioma e de cultura que acaba dificultando a adaptação à realidade brasileira, caso uma empresa deseje chegar à América Latina via algum desses países. O Brasil, que reúne sozinho cerca de um terço da população local, acaba sendo uma excelente porta de entrada.

“O mercado brasileiro é muito grande e ao mesmo tempo carente de diversas soluções e produtos. Muitas empresas encontram aqui possibilidades de ganhar escala, desenvolver negócios e expandir atividades. Recentemente, o que mais movimentou e fez haver uma interação entre as nações na América Latina foi o mundo de fintechs e venture capital. Unicórnios que nascem em outros países, mas que somente no Brasil têm condições de alçar voos bem maiores”, aponta Paula Vieira, sócia da área de Societário/M&A.

Vanessa Fiusa, sócia da área de Mercado de capitais, completa: “Se por um lado empresas brasileiras têm buscado alternativas de financiamento no exterior por razões como a alta de juros, por outro os ativos brasileiros estão com preços mais atrativos. Quem tem receita em outras moedas consegue ver várias oportunidades aqui. Entre os países emergentes, somos mais atrativos e mais fáceis de lidar, juridicamente falando, do que China e Índia.”

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